Decoração e Paisagismo

Veja como iluminar a sala de estar sem erros

Acertar na iluminação da sala de estar é algo fundamental para trazer aconchego e beleza ao ambiente. Mas não basta apenas comprar as melhores luminárias. O importante é conseguir harmonia no projeto luminotécnico e usar bem as diferentes maneiras de iluminar. O trabalho começa na busca pelo melhor aproveitamento da entrada de luz natural. Elementos como pé-direito alto, grandes janelas e claraboias são recursos que ajudam nesta tarefa. O próximo passo é completar, sem exageros, a iluminação geral da sala.

“As pessoas erram muito no excesso de claridade e se esquecem da necessidade do efeito luz e sombra, afetando a percepção do espaço”, afirma Consuelo Jorge, arquiteta.

As pessoas erram muito no excesso de claridade e se esquecem da necessidade do efeito luz e sombra, afetando a percepção do espaço”, afirma Consuelo Jorge, arquiteta
Caprichar no projeto luminotécnico é uma maneira de deixar o ambiente mais bonito e garantir a amplitude. Invista em recursos como sancas e fitas LED nos nichos da estante. Projeto da arquiteta Consuelo Jorge

Uma saída para garantir a iluminação geral é apostar em rasgos no forro de gesso, spots espalhados no teto ou as charmosas sancas. Mas se a proposta for ter um fluxo luminoso uniforme, nada melhor do que investir em plafons e luzes difusas. Alguns profissionais recorrem ainda ao efeito “Wall Washing”. A técnica usa vários pontos de luz ao longo da parede, o que permite “lavar o local” e destacar quadros e esculturas. Os lustres também são uma possibilidade na sala de estar, contudo, não permitem regular a luminosidade dos fachos. “A decoração fica elegante quando as luminárias permanecem escondidas e os cenários são criados. O lustre hoje funciona mais como uma obra de arte”, diz Consuelo.

A luminotecnia da sala pode ainda ser valorizada no uso de luzes focais.

“Esculturas, obras de arte e design são alguns exemplos de itens que merecem receber fachos diferenciados. E lembre-se da importância de usar lâmpadas frias para não danificar nada”, afirma Juliana Abbud, arquiteta da Formalis Arquitetura.

A iluminação focal é conseguida por meio de luminárias reguláveis em trilhos ou spots direcionáveis. E o espaço de leitura é um dos cantos da sala que exige tal proposta luminotécnica. Pendentes, abajures e luminárias de piso instaladas ao lado da poltrona são ideais na hora de aumentar a visibilidade no ambiente. Evite somente a presença de fachos de luz diretos sobre quem estiver sentado no móvel.

Outra maneira de iluminar a sala é investir em arandelas. O recurso permite criar ambientes intimistas, graças à luz indireta, e aproveitar melhor os pilares que não podem ser retirados. Mas é fundamental ressaltar que a peça deve ser instalada na altura correta: entre 2 metros e 2,2 metros (nas casas de pé-direito tradicional).

 A escolha das lâmpadas é mais um aspecto importante no projeto luminotécnico da sala de estar. Modelos LED tem maior vida útil e consomem aproximadamente 30% menos de energia, sendo usados tanto na forma de lâmpadas quanto fitas.

O segundo modelo é um trunfo decorativo, pois permite iluminar atrás das estantes e dos painéis, além de aumentar a profundidade dos nichos fixados na parede. Existe também a possibilidade de recorrer às lâmpadas halógenas dicroicas ou AR. Tais modelos são potentes e mais econômicos do que as incandescentes, além de terem a vantagem da coloração amarelada. O indicado nos espaços internos é existirem luzes de temperatura próxima à natural – perto dos 2.700 Kelvin.

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Texto escrito por Bruna Bessi.

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