Crise? Apartamentos homéricos e caríssimos movimentam o mercado carioca

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Você já deve ter ouvido que 2015 e 2016 foram anos terríveis para o mercado imobiliário, com muitos imóveis desocupados e pouquíssimos lançamentos. Também deve ter ouvido que 2017 seria melhor (o que de fato tem acontecido, mesmo a passos curtos).

crise

Essa tal crise parece passar longe do mercado luxuosíssimo de apartamentos do Rio de Janeiro. Pense em apartamentos de quase 440 metros quadrados, quatro dormitórios, três vagas na garagem e o mar ali, na janela, a poucos metros de distância. Parece sonho de todos nós. O preço desse conforto todo? 30 milhões de reais. Quase 10 mil reais de condomínio. Comprar fica muito caro e você prefere alugar? 35 mil reais por mês.

A maioria de nós, simples mortais, não ganhará nem perto disso durante a vida toda.

Muita oferta

Essa descrição não diz respeito a apenas um apartamento desse tipo no Rio de Janeiro. São centenas de imóveis de patamar semelhante, inclusive casas com terrenos e confortos que se assemelham a uma chácara.

O mercado dos imóveis milionários não foi tão afetado pela crise, pois é movimentado por pessoas com patrimônio muito alto e que costumam não depender dos programas de financiamento, nem ser brutalmente afetadas pelo cenário de desemprego.

Com casas e apartamentos que variam entre 15 e 40 milhões de reais, o mercado dos imóveis luxuosos é tão segmentado que manteve seus números, enquanto o brasileiro médio pensa em voltar a fazer as contas para ver se dá pra voltar a pensar na casa própria.

Metro quadrado de ouro

O preço do metro quadrado da cidade do Rio de Janeiro continua sendo o mais caro do país. Os bairros mais caros são Leblon, Ipanema, Lagoa, Gávea, Barra da Tijuca e Jardim Botânico, com metro quadrado em torno de 45 mil reais. Aliás, é na zona sul que estão os imóveis mais valorizados do estado.

Enquanto isso, no mundo dos mortais…

O mercado imobiliário do Rio de Janeiro ainda precisa de muito para se recuperar, já que 14,4% dos imóveis residenciais estão vagos, o que representa a taxa mais alta em um ano.

Como os proprietários têm ficado muito tempo com os imóveis vazios, boas oportunidades surgem para quem deseja alugar (confira aqui). O preço do metro quadrado, por exemplo, está 5,74% mais baixo (R$ 34,17).

Além disso, a exigência do fiador está se tornando menos rígida e o poder de negociação de quem pretende alugar é maior. Os proprietários estão aceitando redução superior a 30% do valor inicial do aluguel, o que representa uma diminuição muito grande.

As vantagens do momento não param apenas no aluguel mais baixo. Há proprietários concordando em oferecer até três meses de aluguel. Sim, três meses de aluguel gratuito em que o inquilino paga apenas as contas mensais. Dificuldade para o proprietário, oportunidade para o inquilino.

Muitas famílias se mudaram de bairro nos últimos dois anos, em busca de opções que se encaixassem no orçamento mais apertado. Por isso, há bairros que sofrem mais nestes períodos de crise, mas o cenário já é melhor do que no ano passado e tende a seguir se recuperando.

Texto: Equipe Ei Imóveis

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