Brás
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Brás: um dos bairros mais importantes de SP

O Brás está localizado no Centro da maior capital do país. Morar ou trabalhar num bairro como ele oferece a você e a sua família inúmeras opções de serviços e infraestrutura. A região já foi uma colônia de italianos e hoje se caracteriza por ser um dos maiores polos comerciais de roupa da grande São Paulo, além, é claro, de facilitar o fluxo de entrada e saída para a Zona Leste da cidade.

Conheça a história do Brás e um pouco mais sobre o que ele tem a oferecer.

Brás
Foto: Daniel Souza Lima

História

A origem do bairro se dá a partir da construção da igreja do Senhor Bom Jesus do Matosinho, no século 18, em uma chácara pertencente a José Braz. Um povoado surgiu em volta da capela, a qual se localizava numa região afastada, nas margens de uma estrada que era conhecida como “Caminhos do José Braz”. Eis a razão do nome do bairro, que se minimizou somente a “Braz”.

O distrito permaneceu com a característica interiorana, com muitas chácaras e sítios por sua extensão, até que se desenvolveu com a chegada do café e dos imigrantes. Era um ponto de encontro entre os italianos e trabalhadores que pegavam o trem em Santos e desembarcavam em São Paulo, na estação do Brás, construída em 1867. Eles se fixaram no bairro e em regiões próximas, como a da Mooca, e determinaram a influência italiana no local. O progresso finalmente se firmou com a instalação de pequenas fábricas e comércios.

Estação do Brás
Foto: Acervo do IBGE

Nos anos 40, com a seca que atingiu fortemente o país, a população nordestina passou a migrar para São Paulo e, como os italianos décadas antes fizeram, se instalaram na região próxima à estação de trem. O Brás, aos poucos, perdeu a cara italiana e deu espaço para a entrada do comércio popular, principalmente após a construção da linha de Metrô na década de 70.

Limites e mobilidade urbana

O bairro está localizado na região central, ao lado de bairros como o Bom Retiro, Pari, Sé, Belém, Mooca e Cambuci. O distrito proporciona fácil acesso à Marginal Tietê, à Radial Leste e à Avenida do Estado, onde se encontra o Mercado Municipal de São Paulo, o conhecido Mercadão. Além disso, para se locomover dentro do bairro, existem inúmeros pontos de ônibus e uma parada integrada do Metrô e da CPTM: a estação Brás, que está na Linha Vermelha e faz baldeação com a Linha 10 – Turquesa. O viaduto Bresser, as avenidas Rangel Pestana, Celso Garcia e Mercúrio são entradas para a zona, que tem comércio forte entre as ruas Oriente, Maria Marcolina, travessas próximas e no Largo da Concórdia.

Comércio

Depois do desenvolvimento nos anos 70, o Brás passou a ser um centro de comércio de confecção de roupas. Pessoas de todos os lugares do Brasil visitam o bairro para comprar roupas, as quais, geralmente, são vendidas em atacado ou varejo. O centro aglomera lojistas e revendedores de moda que buscam produtos de qualidade e um pouco mais em conta. No bairro é possível encontrar acessórios de moda e vestimentas femininas, masculinas e infantis, assim como moda praia, íntima e de casa, mesa e banho.

Feirinha da Madrugada
Foto: Marcos Fernandes

A Feirinha da Madrugada é a cara do bairro e traduz muito bem o que ele significa. Ela acontece nos dias da semana e no sábado das 3h às 10h e reúne ambulantes nas ruas e galerias, que vendem suas mercadorias a ótimos preços e no atacado e varejo. Os produtos seguem a mesma linha dos que são vendidos em grandes lojas do comércio: camisetas, bonés, acessórios, bolsas, entre outros.

Infraestrutura e lazer

O Brás conta com inúmeros serviços, como mercados, escolas, universidades e parques de pequeno porte que atraem os moradores e visitantes. O destaque educacional da região fica com a ETE Carlos de Campos, referência no ensino estadual. A SP Escola de Teatro também se localiza no Brás e oferece cursos de artes cênicas para os interessados. Além disso, o bairro abriga diversas sedes de grandes companhias de Igreja, como, por exemplo, o Tempo de Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus. O distrito ainda resgata as origens locais e sedia restaurantes como a Cantina Gigio e a Cantina Castelões, ambos de culinária italiana.

Festa de São Vito
Foto: Arnaldo Nolasco/Divulgação

O Brás também tem a sua própria festa tradicional, que movimenta as ruas do bairro desde 1919, quando a população local passou a saudar a imagem de São Vito Mártir, que já era amada pelos italianos. A reverência foi tão forte que, em 1940 uma paróquia foi criada em homenagem ao santo. A festa acontece no fim do mês de junho e conta com barracas de comidas típicas, shows de música ao vivo, etc.

Há também outra festa que releva a tradição italiana do bairro: a de Nossa Senhora de Casaluce. Com edições desde 1990, ocorre nos finais de semana do mês de maio na Rua Caetano Pinto. A devoção à santa também atravessou o oceano, com os imigrantes de Nápoles, e se espalhou pelo Brás. Nos mesmos moldes que a outra festa, pratos típicos são servidos, shows acontecem nas ruas e uma missa abre as comemorações. Para finalizar, uma procissão com a relíquia de Nossa Senhora de Casaluce atravessa as ruas do distrito.

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